POINTS - Maceió

DRAGINHA
Profundidade: 31m

No dia 29/06/1962 ao sair de Maceió, após uma parada para reabastecimento do rebocador que a transportava de Salvador para Recife, a draga de 50m de comprimento que não tinha propulsão própria, começou a alagar devido ao mau tempo e foi a pique.

Localizada a sete milhas do porto de Maceió, encontra-se totalmente desmantelada em uma região onde a visibilidade oscila entre 10 e 30m e a temperatura da água em torno de 22 a 26o C.

Em meio aos ferros retorcidos, podemos encontrar uma caldeira e uma grande biodiversidade de peixes. Tartarugas, arraias, moréias, carranhas e meros são vistos com frequência.

SEQUIPE
Profundidade: 31m

Essa pequena balsa de 20 metros de comprimento era utilizada para transporte de materiais para obras. Está perfeitamente apoiada no fundo de areia e encontra-se inteira. Pode ser visto um guincho e a estrutura de um correia transportadora. Não há lugares onde permitam penetração.

Arraias e bijupirás misturam-se aos belíssimos cardumes de garajubas, parús brancos, sarjentos, dentões, ciliares, frades e várias outras espécies pequenas; em um local onde a visibilidade pode atingir os 40m (de 10 a 40m).

DRAGÃO
Profundidade: 30m

Outra draga soçobrada, de cerca de 50m, virada e desmantelada, porém sem registro do acidente que ocorreu por volta de 1918.

Entre suas muitas ferragens retorcidas sobre o fundo de areia, alguns lugares onde é possível fazer pequenas penetrações.

Muitos corais já tomaram parte da estrutura e serve de abrigo para as incontáveis espécies de peixes encontradas no local. Entre os peixes pequenos podemos ver parus, garajubas, cocorocas e muitos outros. Eventualmente encontramos, caranhas, arraias, meros; barracudas é certo.

ITAPAJÉ
Profundidade: 24m

Esse navio foi mais uma vítima dos inúmeros ataques feitos por submarinos alemães durante a segunda guerra mundial. Ele viajava saindo do Rio de Janeiro com destino a Belém do Pará levando duas balsas, duas mil caixas de cerveja, dois caminhões, 30 mil panelinhas, muitos pratos e várias mercadorias, quando no dia 26 de setembro de 1943 foi atingido a cerca de 60 km ao sul de Maceió, matando 22 dos 106 navegantes.

A embarcação que tinha 113m de comprimento está aprumada, porém toda desmantelada devido a ação de mergulhadores que explodiram o casco nos anos 70 para retirada de aço inox, bronze e outros materiais de valor. As únicas peças que restaram foram os motores e parte da proa. Mesmo assim podemos penetrar em alguns pontos.

Eventualmente pode-se achar louças e garrafas da época do naufrágio. Se o estado de conservação não anima muito, por outro lado, a vida marinha é surpreendente: peixes de todos os tamanhos, espécies e cores vivem nessa imensa moradia permanente de bijupirás, budiões, tartarugas, barracudas, salemas, garajubas, parús e meros.

RECANTO
Profundidade: 23 a 27m

Saindo das embarcações entramos numa grande barreira de pedras com 3 metros de altura por seiscentos de comprimento em formato que se assemelha a um bumerangue.

Esse imenso bumerangue possui uma enormidade de corais e uma vegetação encantadora. A sua asa oeste possui um conjunto de 3 corais de beleza ímpar, que dão o nome ao local (Recanto).

Esse point tem visibilidade que varia de 10 a 30 metros e a formação rochosa proporciona abrigo para uma imensa variedade de peixes: Sargos, budiões, garoupas, ciliares, tricolors, parus, dentões, xiras, salemas, cangulos, trombetas, baiacus e vários outros são comuns. Tartarugas, bijupirás, meros, arraias e moréias também são vistos com frequência.

EUFRÁSIO
Profundidade: 20m

Com visibilidade de 10 a 25 metros e temperatura que varia de 22 a 25°C o cabeço do Eufrásio é um recife de corais que tem o formato aproximado de um triangulo com algumas formações ao redor. Têm uma altura de até um metro e meio e os pequenos buracos nas pedras hospedam uma variada vida marinha. Assim como a vida animal, a vegetação também é rica na sua diversidade. As espécies mais comuns são de peixes ornamentais, budiões, xiras, sargentos, garoupas, moréias amarelas, pintadas e verdes. Não tão comuns como as anteriores, as arraias, tartarugas e meros também visitam os recifes do Sr. Eufrásio.

  

mergulhe@mergulhe.com.br