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Naufrágios:
1 - Bretanha
2 - Cape Frio
3 - Cavo Arthemidis
4 - Rebocador

 

POINTS - Salvador

CAVO ARTHEMIDIS
Profundidade: 9 a 30m
Com 180m de comprimento os baianos orgulham-se de ter o maior, e talvez o melhor, naufrágio do Brasil. Ao sair de Salvador levando 17.000 toneladas de ferro-gusa para a Inglaterra, esse cargueiro grego bateu nas pedras da bóia do Banco da Panela na manhã de 25 de setembro 1980. Tentativas para salvar o navio foram em vão e ele então foi rebocado para fora da Baia de Todos os Santos, onde pôde naufragar sem qualquer risco a navegação local a 3 milhas da costa.

É sem dúvidas o melhor mergulho de Salvador, principalmente com marés mortas onde a excelente visibilidade faz desse imenso aquário algo inesquecível.

O navio está perfeitamente apoiado na areia do fundo e encontra-se com o casco quase intocável. No hélice temos 30m de profundidade enquanto a proa, com seus guinchos e correntes, além dos cabeços de amarração, está rasa e parcialmente encoberta pelo banco de areia.

No centro do navio, parte dos mastros de carga, estivas, cabeços, guindastes e outras ferragens são observados.

Os mais experientes (com curso específico) podem-se adentrar na sua imensidão.

Na sala de máquinas estão intactos todo o maquinário e instrumentos, que podem ser vistos passando-se por um pequeno acesso. Aí estão tornos, furadeiras de colunas e outras ferramentas.

O comando está a 14 metros e liga-se a outras cabines por corredores. Deve-se ter um cuidado extra nesse local pois o casario está desabando.

No segundo porão de popa existem chapas soltas. Indo mais a popa passamos por um corredor com acesso para banheiros e alojamentos iluminados por vigias.

A sala de bombas, compressores e geradores podem ser visitados passando por um estreito corredor a partir da sala de mantimentos. Daí, saímos do seu interior a trinta metros de profundidade.

Ninguém pode deixar Salvador sem mergulhar nessa maravilhosa aventura que exige mais de um mergulho para ser totalmente visitado.

GALEÃO SACRAMENTO
Profundidade: 15 a 32m
Esse galeão de nacionalidade portuguesa era a capitânia de uma frota de 50 embarcações mercantes da Companhia Geral do Comércio do Brasil. Naufragou em 5 de maio de 1668 após ficar cinco horas a deriva depois de se chocar com o Banco de Santo Antônio.

Distante 4 milhas do Porto da Barra, encontra-se o conjunto dos destroços que restou do seu casco de madeira. Nessa região estão 10 canhões. Sobre o fundo de areia branca e plana estão outros canhões e uma âncora.

GERMÂNIA
Profundidade: 7 a 11m
Cargueiro alemão a vapor naufragado na década de 70 após bater nos recifes da ponta de Santo Antônio (Farol da Barra) ao vir da Europa. Poucas partes desse navio em aço podem ser reconhecidas devido ao estado de destruição. Barbeiros, quatinga, olhetes, lagostas e caranguejos passeiam entre os destroços de aço. Parte da sua estrutura confude-se com um outro cargueiro, o Bretanha.

É um mergulho raso e fácil, por isso é ideal para iniciantes. Os mais experientes podem desfrutar de um belíssimo visual à noite.

BRETANHA
Profundidade: 4 a 12m
Vapor em aço de nacionalidade francesa que ao partir para Maselha no início do século perdeu o comando do leme e foi atirado contra os arrecifes.

Seus destroços podem estar misturados a outros navios (Germânia, Cabo Frio ou Marald), que foram a pique a cerca de 200m do local. Oito caldeiras (sendo que duas totalmente destruídas) estão espalhadas na área. Duas belas âncoras almirantadas podem ser vistas na proa juntamente com duas estivas.

Assim como o Germânia, é um ponto para mergulhadores iniciantes, apesar da vida marinha intensa deixar qualquer mergulhador experiente de água na boca.

CAPE FRIO
Profundidade: 14 m
Outro cargueiro (esse inglês) naufragou no início do século próximo ao Farol da Barra após se chocar com as pedras rasas do local. Poucas formas podem ser reconhecidas em meio ao que sobrou do aço retorcido pelo mar ao longo dos anos. Cardumes de pirangicas, budiões, guaricemas e carapitangas facilmente vistos em todos os mergulhos. É um dos principais pontos para mergulhos noturnos em Salvador devido a sua vida marinha e proximidade da costa.
SANTO ANDRÉ
Profundidade: 10m
Em 1737 esse galeão de bandeira portuguesa teve o seu casco de madeira tomado pelas chamas de um incêndio e naufragou com sua carga de porcelanas a 50 metros da praia. Quase tudo foi destruído e soterado pelos anos, restando apenas 20cm acima da areia do fundo. Foi um grande sítio arqueológico e ainda hoje encontramos facilmente cacos das porcelanas chinesas que o navio transportava. Quatro canhões foram colocados por mergulhadores na parte mais rasa, e junto com âncora do navio conclui esse mergulho de facílimo nível de dificuldade.
BLACK DDER
Profundidade: 5 A 12 metros
A 150 metros da praia da Boa Viagem, em frente ao trapiche da antiga fábrica de tecidos, esse carvoeiro norueguês de 80m de comprimento naufragou em 1905 após se chocar com arrecifes da Boa Viagem. Em um lugar de fácil acesso devido à proximidade da costa é um bom mergulho tanto para iniciantes como para mergulhadores mais experientes. Mesmo estando desmantelado, podemos observar muitos peixes ornamentais em meio aos ferros retorcidos. Normalmente esse é o segundo mergulho da "saída" e feito após o Santo André que está a 400m de distância.
CHINÊS ( Pesqueiro Ho Mei III)
Profundidade: Cerca de 36m
Recentemente descoberto, essa embarcação pesqueira com quarenta metros de comprimento chegou a ser apreendida pela Capitania dos Portos em 1995 com 4 toneladas de sardinha conservadas em produtos químicos para servirem de isca, além de algumas toneladas de pescado, por estar pescando em Zona Brasileira.

Para nossa sorte, e azar dos invasores, os mesmos cardumes (dentões, ariacós, quatinga, sororocas, enchadas e outros) que eram contrabandeados, hoje visitam o seu convés e agradecem aos chineses sua nova moradia.

REBOCADOR DO RIO VERMELHO
Profundidade: 12 a 15m
Entre 1973 e 1974 a cerca de 100m da praia da Mariquita no Rio Vermelho uma tempestade fez com que um rebocador, uma cábrea (guindaste flutuante) e uma lancha de fibra, naufragassem. A lancha, e algumas peças do rebocador (inclusive o motor) foram retiradas e o restante está inteiro, mas com partes soterradas. Dos dezesseis metros de comprimento, só podemos observar hoje as chaminés, o paiol, o casario e parte do convés.

QUEEN 
Profundidade: 19 A 22 m

Navio Inglês que naufragou próximo ao Porto de Salvador A 9Km do Mercado Modelo, em primeiro de julho de 1800 após um grande incêndio.
BANCO DA PANELA
Profundidade: Cerca de 18 m
Na entrada do porto de Salvador, vários Galeões foram a pique durante a invasão holandesa e fizeram desse local um dos maiores sítios arqueológicos do Brasil.

No intuito de tentar preservar esse grande patrimônio, a Marinha proíbe a retirada de peças do fundo do mar. Ótimo para drift já que essa modalidade nos permite percorrer uma grande extensão em um único mergulho

UTRECH
Profundidade: 22 m
Em 1648 esse galeão holandês à vela que transportava estanho, bronze, ouro e latão naufragou após explosão. Seu casco em madeira está bastante deteriorado, mas podemos ver alguns canhões.

A boa visibilidade e as correntes fracas compensam as dez milhas de distância da costa

No Espaço Cultural da Marinha do Rio de Janeiro estão expostas algumas peças que foram de lá retiradas.

PEDRA DA CAVERNA
Profundidade: 19 a 24m
Cardumes de peixes de pequeno porte são a atração principal dessa pequena gruta onde a visibilidade é cerca de 10m. Peixes maiores como cavalas, guaricemas e dentões também aparecem por lá para e dão um show à parte.
PEDRA DA ENCHENTE
Profundidade: 29 à 39m.
A 10 minutos do Porto da Barra você pode mergulhar num lugar multicolorido com várias espécies de peixes (budiões, badejos, frades, meros e peixes-anjo) e pedras onde esponjas tubulares são comuns. Tem saídas regulares nas "marés-mortas" onde a visibilidade é excelente.
REMANSO
Profundidade: 12 metros
Muitos peixes ornamentais e lagostas formam, juntos com corais e pedras, o cenário desse delicioso mergulho perto do Farol da Barra.
PÓ BRANCO
Profundidade: 16 metros
Conjunto de pedras em frente ao Corredor da Vitória com muitos peixes ornamentais. O fundo de lama ao redor das pedras exige um bom controle de flutuabilidade para que o mergulho não seja estragado pela suspensão de material fino.
SALVADOR E PARANÁ
Profundidade: 12 a 19 metros
Dois vapores que podem ser visitados saindo de Jauá (trinta minutos em um barco de pesca). Não está perfeito mas podemos distinguir várias partes dos naufrágios.
MANAUS

Profundidade: 10 metros

A 200 metros da praia de Amaralina encontra-se essa embarcação que tem 100m de comprimento. Bastante desmantelado, restando algumas peças visíveis.
SALA DE AULA

Profundidade: 16 metros

O nome deve-se a grande facilidade que encontramos nesse mergulho. Há cerca de 10 minutos do Porto de Itapuã, os que passam por lá são privilegiados pela grande variedade e quantidade de peixes que sempre estão no local.
CARAMUANAS
(Ilha de Itaparica)
Com 20 km de extensão esse parcel vai de zero a trinta metros de profundidade. Caramuanas fica a 3 km de Aratuba (Ilha de Itaparica), o que representa cerca de 30 minutos de barco.

As piscinas naturais são excelentes para mergulho livre e nas marés de lua cheia e nova chegam a descobrir alguns corais. Mas não só de mergulho livre vive Caramuanas. Independente da profundidade que você pretenda atingir, esse ponto é recheado de peixes e corais que nadam sem águas cristalinas e quentes.

Se você nunca mergulhou em um aquário, quem sabe mergulha em Caramuanas. Todos dizem que é uma amostra grátis de Abrolhos.

PIAÇAVA
(Ilha de Itaparica)
Em meio aos navios naufragados no século XVIII e com visibilidade acima de vinte metros podemos ver canhões que equipavam as embarcações.

A cerca de 9 milhas da costa (em frente à Ilha de Itaparica), não existe correnteza no local, deixando esse grande aquário natural calmamente à disposição de quem mergulha em busca de observar lagostas e polvos.

  

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