Texto
e fotos subaquáticas: Juracy Vilas-Bôas
Fotos externas: Juracy Vilas-Bôas e Adriana Raynal
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Se perguntarmos aos mergulhadores
brasileiros qual é o destino internacional que mais sonham, nove
entre dez pessoas dirão: Austrália. Mais especificamente, a Grande
Barreira de Corais da Austrália.
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Um casal de coloridas
lesmas em "Steves Bommie" |
Quando estive na Austrália pela
primeira vez, pensei que retornar seria mais do que uma
obrigação. É bem verdade que mergulhei em Holmes Reef, um dos
muitos recifes existentes no Mar de Corais, onde a visibilidade
mínima era de quarenta metros. Mas não tenho como negar que
fiquei com uma vontade imensa de, ao retornar um dia, ir
mergulhar na lendária Barreira de Corais.
A Grande Barreira se estende desde a
ilha Lady Eliot no Trópico de Capricórnio até a costa de Papua
Nova Guiné, numa extensão de 2.300 quilômetros. Esse frágil
ecossistema abriga mais de 1500 espécies de peixes, acima de 400
tipos de corais e 4000 tipos de moluscos além de outros animais.
São aproximadamente 2000 recifes com áreas que vão desde 1
hectare até mais de 100 quilômetros quadrados e mais que 600
ilhas.
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Numa tentativa de manter vivo esse paraíso para que outras gerações
também tenham a oportunidade de apreciá-lo, em 26 de outubro de 1981
a Grande Barreira foi declarada patrimônio da humanidade e um parque
marinho foi criado, o maior parque nacional marinho do mundo.
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Dentre as diversas operadoras que
oferecem passeios para essa grande aventura de mergulho, optamos
pela famosa empresa de “live-aboard” Mike Ball Dive Expedition.
Já tínhamos tido a oportunidade de
mergulhar com a Mike Ball em Papua Nova Guiné, onde o seu melhor
“live-aboard”, certamente um dos melhores do mundo, o Paradise
Sport, fica sediado a maior parte do tempo. Portanto, sabíamos
de antemão que a viagem seria impecável. E foi.
Escolhemos um
pacote chamado: “Fly and Dive – Cod Hole”, com três dias a bordo
do “Super Sport”.
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Embarcando no Super
Sport |

Tubarão galha branca de
recifes em "Cod Hole" |
A viagem se iniciou na cidade de
Cairns, onde embarcamos em um pequeno avião com capacidade para
apenas dez pessoas, que fez um vôo panorâmico de meia hora, nos
levando ao parque nacional marinho da ilha de Lizard, onde o
catamarã nos esperava. Na verdade o Super Sport faz duas viagens
para “Cod Hole”: uma viagem de quatro dias de Cairns para Lizard
Island, e outra retornando para Cairns com outros passageiros em
três dias. Assim o live-aboard praticamente não para. Sai um grupo e
logo em seguida entra outro.
Logo que
chegamos fomos levados ao Super Sport e durante o caminho até a
praia fomos recepcionados por um Iguana que descansava
displicentemente.
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Após embarcarmos, seguimos o procedimento padrão que faz parte de
todas as viagens da Mike Ball. Enquanto alguns tripulantes levavam
nossas malas para as cabines, o encarregado da viagem nos
acompanhava para que posicionássemos nossos equipamentos no espaçoso
“deck” de mergulho.
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Adriana com um "Potato
Cod" em "Cod Hole"
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