

Texto
e fotos subaquáticas: Juracy Vilas-Bôas
Fotos externas: Juracy Vilas-Bôas e Adriana Raynal
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No deck de mergulho, escolhemos um
dos cilindros para montarmos nosso sistema SCUBA, guardamos
nossos equipamentos básicos em uma caixa plástica embaixo do
banco e penduramos nossas roupas de neoprene em cabides que
ficavam nas laterais. Tudo preparado, nos dirigimos à nossa
cabine para fazer o reconhecimento do local e vestir roupas mais
leves e descontraídas.
Quinze minutos depois, todos se
encontraram na enorme mesa de refeições para apresentações e
instruções gerais, já que a checagem de credenciais (incluindo
seguro de abandono em caso de doença hiperbárica), já tinha sido
feito em Cairns antes de irmos para o aeroporto. Essa nossa
primeira conversa foi acompanhada por deliciosos “brownies” de
chocolate feitos na hora.
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Interior do Super
Sports
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Um Close no "Potato Cod" |
Estava chegando o momento da
grande barreira de corais mostrar-nos porque é tão famosa em
todos os lugares do mundo.
Logo na estréia, mergulhamos no
famoso point “COD-HOLE”. Como o próprio nome diz, é um “buraco”
onde vive uma grande quantidade de peixes chamados de “COD”, uma
espécie do nosso conhecido mero.
Para quem nunca viu um peixe dessa
espécie, o seu tamanho pode parecer assustador, visto que eles
podem pesar até mais de trezentos quilos. Mas as ameaças param
por aí. É uma espécie extremamente curiosa e dócil. São tão
dóceis que poderíamos até tocá-los, se não tivéssemos sido
recomendados para não incomodá-los.
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A chance de ver esses belíssimos peixes em “cod-hole” é de
praticamente 100%. Vimos diversos meros nos dois mergulhos que
fizemos.
Mas não podemos esquecer que estávamos
mergulhando na grande barreira de corais da Austrália. E, portanto,
não só os meros vivem nesse “buraco”. Nesse mesmo ponto vimos
tubarões galhas branca, tubarões de recifes, budiões, garoupinhas e
inúmeras espécies de peixes de recifes multicoloridos.
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Com profundidades máximas de 25 e
22m, esses dois mergulhos em “cod-hole”, por si só, já valeram à
viagem. Agora, imaginem que a aventura estava apenas começando.
Nosso primeiro mergulho noturno da
viagem foi na baía de Challenger. A beleza de um budião
repousando, uma moréia, um lindo casal de lionfish, um estranho
caranguejo todo disfarçado e coloridas lesmas marinhas, foram as
últimas imagens com as quais finalizamos, com muita empolgação,
aquele maravilhoso dia.
Quando eu soube que iríamos dormir
na baía de “Challenger” para abrirmos o dia seguinte com um novo
mergulho no mesmo “point”, confesso que fiquei um pouco
decepcionado. Nós mergulhadores sabemos que um mergulho nunca é
igual a outro, ainda que no mesmo lugar. Mas, com tantos
recifes de corais, eu achei um desperdício repetir o mesmo
local. Para mim o único lugar que merecia essa consideração era,
definitivamente, “COD-HOLE”.
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Casal de Lionfish em um
noturno na Baía de Challenger |
Começamos mergulhando juntamente com o grupo onde para nossa
alegria nos deparamos logo de início com uma arraia “stingray”.
Também foi com o grupo que encontramos um peixe não muito comum:
o “leaf scorpionfish”. Ele é branco e bem difícil de encontrar
devido a sua característica de ficar imóvel e bem disfarçado.
Enquanto eu estava fotografando o “scorpionfish” um dive-master
chamou euforicamente a minha atenção. Também, não era para
menos. Uma arraia jamanta estava passando por cima de nós.
Infelizmente ela passou longe e bem rápido que não consegui
registrar o momento.
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Adriana com tartaruga
na Baía de Challenger
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