Texto e fotos subaquáticas: Juracy Vilas-Bôas
Fotos externas: Juracy Vilas-Bôas e Adriana Raynal



Como em todas as embarcações da empresa Mike Ball, a única preocupação que os passageiros/hospedes têm é de mergulhar, mergulhar e mergulhar. A tripulação faz absolutamente tudo para nós. Serviço de quarto (ou melhor seria dizer: serviço de cabine?), refeições completas inclusas no pacote, lavagem dos equipamentos no final do dia, toalhas secas após todos os mergulhos e guias com olhos bem treinados para encontrar e nos mostrar as mais diferentes e exóticas criaturas existentes no fundo do mar.



Cuttle fish em "Flare Point"
 



 
Adriana em um verdadeiro jardim de corais em "Cod Hole"
 

Não precisamos sequer desmontar e montar o conjunto SCUBA, já que cada um tem o seu cilindro que fica montado com o colete e o regulador durante toda a viagem. A recarga é feita com os cilindros no banco, sem a necessidade de removê-los.

Como já era de se esperar, os nossos últimos mergulhos foram igualmente encantadores como todos os outros. Paredes e montes submersos de corais mantêm uma imensa cadeia alimentar que vão desde minúsculos peixes e outros animais até os grandes tubarões.

É simplesmente surpreendente o que podemos ver em apenas um dia de mergulho na Grande Barreira. Eu poderia escrever uma, duas, três páginas inteiras só com nomes de peixes, corais, moluscos e invertebrados diversos.


 

Mas, somente para exemplificar, vou relacionar algumas das espécies que escrevi nos quatro mergulhos do meu “log-book”, realizados no último dia da expedição: lionfishes, tubarões (galha-branca), dois leaf scorpion fishes amarelos, três imensos polvos, uma concha (flame fire claim) que emite uma luz vermelha parecendo fogo, caranguejos porcelana (que vive em anêmonas), hawkfishes, um imenso cardume de “fusilier”, dezenas de espécies de peixes de anêmona (entre eles o peixe-palhaço, nosso conhecido Nemo), dois cuttle fishes, peixes trombetas (inclusive um grande amarelo), titan trigger fish, clow trigger fish, peixe unicórnio, sem falar nos incontáveis tipos de corais rígidos e moles e outras espécies animais.



Adriana com um lionfish em "Pixie Pinnacle"

 


Leaf scorpion fish em "Steves Bommie"

Essa biodiversidade desse imenso parque nacional marinho é o que tem levado inúmeros mergulhadores de todo o mundo a lotar dezenas de barcos que visitam os corais da Grande Barreira diariamente.


O mar de corais possui certamente uma visibilidade superior a da Grande Barreira. Mas a praticidade da viagem, por estar próximo ao continente, e a existência de locais especiais como o famoso
”point”  Cod-Hole, faz com que a Grande Barreira de Corais da Austrália desperte uma paixão quase que frenética, tornando-a  um dos locais de mergulho mais visitados do mundo.




Um peixe Napoleão com Adriana ao Fundo em "Cod Hole"