Texto
e fotos subaquáticas: Juracy Vilas-Bôas
Fotos externas: Juracy Vilas-Bôas e Adriana Raynal
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Ao chegar à ilha, nós etiquetamos
as bagagens e a partir daí fica tudo por conta do pessoal do
hotel. Eles pegam sua bagagem, embarcam no caminhão e ao chegar
no Walindi levam diretamente para o seu quarto. Lá está uma
caixa plástica por pessoa onde nós colocamos os nossos
equipamentos de mergulho e deixados na porta do quarto. Acabaram
aí a preocupação com os equipamentos até o final do último
mergulho. Eles transportam para o píer, onde os equipamentos são
guardados, e diariamente embarcam, desembarcam e os lavam para
todos.
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Peixes Palhaço em Kimbe
Bay
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Cardume de Barracudas
em Kimbe Bay |
Como não existe praticamente nada
para fazer na pequena vila ou nas proximidades, toda a
programação gira em torno do mergulho. São três mergulhos por
dia que iniciam logo após o café da manhã e terminam por volta
das 16:00hs com a chegada ao hotel.
Esse é o passaporte para uma
adorável mistura entre correnteza fraca, águas transparentes e
vida marinha abundante numa biodiversidade inigualável. Isso
tudo bem próximo ao resort. A maioria dos pontos de mergulho se
encontram a quarenta minutos de barco e os mais distantes a
pouco mais de uma hora. Não é fácil encontrar um lugar com a
quantidade e a qualidade dos pontos de mergulho existentes em
Kimbe Bay tão próximos de terra.
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Quem nunca sonhou em mergulhar no meio de um cardume de
barracudas? É fácil realizar esse sonho em Kimbe Bay. Em alguns
pontos isso acontece frequentemente, mas em “Joel’s” mergulhar
com as barracudas é certo. Joel’s é uma montanha submersa onde o
topo está a dezessete metros de profundidade e a base está a
perder de vista.
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Diversas espécies de peixes e incontáveis tipos de corais nos
surpreendem a cada nova descida. Por esse motivo Papua Nova
Guiné é destacada como a Meca do mergulho. Um dos últimos
lugares onde a degradação da natureza pelo homem não é
percebida. E Kimbe Bay faz parte integral desse cenário.
No recife de Kirst Jaynes, vimos
pela primeira vez os raros e muito bem camuflados longnose
hawkfishes e o menor cavalo marinho do mundo, o pigmy seahorse,
com aproximadamente 5mm de comprimento (adulto). Na ilha de
Restore, um jardim de enguias, alguns invertebrados
coloridíssimos e um belíssimo lionfish foram flagrados.
Montanhas submersas e parede de
corais são bastante comuns na baía de Kimbe. Diversos pontos de
mergulhos apresentam esse tipo de formação, mas a variedade de
espécies marinhas faz com que cada uma dessas formações seja
completamente diferentes uma da outra. Assim, jardins com
gorgônias que chegam a atingir sete metros de comprimento,
esponjas e outros corais moles vestem cada uma das paredes com
uma roupa multicolorida exclusiva.
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Pigmy Seahorse em Kimbe
Bay |
Grandes moréias e alguns tubarões podem ser visto em alguns
pontos, apesar de não serem tão comuns como os milhares de
peixes de recifes que estão por todos os lados.
Outro ponto imperdível apesar da
baixa visibilidade (em torno de dez metros) é o mergulho no
avião zero. Alguns minutos após decolar com pouco combustível de
Port Moresby, capital do país, ele caiu na baía de Kimbe bem
próximo à terra em um local com solo de lama. Vale a pena
retornar na história e mergulhar nesse conservado avião da
segunda guerra mundial, que hoje está integrado com as belezas
submersas de Kimbe Bay.
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Naufrágio do Avião Zero
em Kimbe Bay
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