

Texto
e fotos subaquáticas: Juracy Vilas-Bôas
Fotos externas: Juracy Vilas-Bôas e Adriana Raynal
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Antes e depois de todos os
mergulhos, a tripulação nos dava na mão um copo de água para
reduzir os riscos de doenças descompressivas. O cuidado com a
segurança é grande e gás Nitrox está disponível em todos os
mergulhos para aqueles que têm curso. Computador de mergulho e
seguro de evacuação em caso de DD são obrigatórios.
Não existe um só mergulho mais ou
menos em Papua Nova Guiné, todos são indiscutivelmente de
qualidade excepcional. A vida marinha nos surpreende a cada novo
mergulho e nós saímos da água com a certeza de que aquele foi o
melhor de todos. Bom, isso é verdade, mas apenas enquanto não
caímos na água novamente.
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Frogfish - "Muck Diving"
em Milne Bay
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Molusco com Concha - "Muck
Diving" em Milne Bay
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E assim, entre um mergulho e
outro, recarregávamos as baterias e registrávamos em nossos
“log-books” as espécies encontradas. Peixes trombetas, peixes
unicórnio, tubarões, tartarugas, moluscos coloridos, conchas
gigantes, várias espécies de “lionfishes” e “scorpionfishes”,
cavalos marinhos, peixes palhaços, diversos tipos de camarões e
crustáceos, cuttlefishes, lagostas, peixes goby, águas vivas,
meros, moréias, budiões, estrelas do mar, isso sem falar nas
infinitas espécies e cores de corais duros e moles.
O que nos fez optar por conhecer
os mergulhos desse inusitado lugar? É bem verdade que queríamos
conhecer um lugar pouco visitado por brasileiros, mas foram
nossas pesquisas sobre os lugares que estavam reconhecidamente
no topo dos concursos de fotografias realizados pelo mundo, que
nos fez decidir.
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Fizemos um total de 20 mergulhos partindo do “Paradise Sport”,
mas o que mais nos surpreendeu foram os mergulhos com fundo de
areia e lama, os chamados “muck diving”. Jamais passaria por
nossas cabeças que esses locais pudessem oferecer um mergulho
sequer regular. Mas a quantidade de vida que vemos nos “muck
diving” é simplesmente espantosa.
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Existem inúmeras espécies das mais
exóticas possíveis, que nem as mais criativas mentes podem
imaginar. Nós já tínhamos ouvido falar de algumas dessas
espécies ou visto em revistas e livros, mas muitas eram
completamente novas para nós.
O “muck diving” é um
extraordinário mundo onde misteriosos seres passam despercebidos
pela maioria das pessoas. É preciso olhos bem treinados e
conhecimento dos hábitos de cada um desses animais para
conseguir localizá-los disfarçados no seu habitat. Outros, no
entanto, que também são encontrados fora do mundo dos “muck
diving”, são mais facilmente avistados, como os magníficos “lionfishes”,
peixes-palhaços, moréias e conchas gigantes.
Vejam um pouco desse esplêndido e
surpreendente mundo misterioso dos “muck diving” em algumas
fotos que selecionamos especialmente para os leitores do nosso
site.
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Ornate ghost pipefish -
"Muck Diving" em Milne Bay
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Sagasum Pipefish - "Muck
Diving" em Milne Bay |
É difícil para nós compreender como
Papua Nova Guiné com o incrível potencial turístico que possui,
recebe apenas 20.000 turistas anualmente, enquanto a sua vizinha
Ilhas Fiji que é bem menor e que nos parece ter menos a
oferecer, recebe mais de 500.000. Parece que o novo Governo
independente do país ainda não entendeu que criar incentivos
para desenvolver o turismo na região certamente seria um
investimento com um retorno garantido, sem falar nas novas
oportunidades de emprego que iria gerar para uma população de
poder aquisitivo tão baixo.
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Resta-nos então, fazer o nosso papel
de divulgar e recomendar esse maravilhoso paraíso desconhecido,
que certamente é um dos melhores lugares de mergulho de todo o
planeta e agradecer todo o apoio que nos foi dado pela Mike Ball
Dive Expeditions nos mergulho de Milne Bay, pelo Sr. Max
Benjamim do Walindi Plantation Resort com quem mergulhamos em
Kimbe Bay e pela Air Niugini com quem voamos.
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Serpente Marinha - "Muck
Diving" em Milne Bay
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